Experiências.pt

Experiências.pt é o programa do canal Casa e Cozinha que o leva à descoberta de um Portugal autêntico, intenso e fascinante. João Kopke, surfista, músico e viajante, convida-o a partir em busca das melhores experiências para viver no país, procurando a raiz, a essência dos lugares e das suas gentes.

Tendo como desafio a concretização de uma experiência imersiva, em cada episódio João Kopke conduz os espetadores numa viagem a uma região marcada por descobertas e desafios.

Este programa remete para o turismo de experiência, uma forma única do turista conhecer novos lugares, criando recordações que ficam para a vida. Aqui não há roteiros fechados. Todas as escolhas — aonde ir, onde dormir, o que comer, o que fazer e conhecer — estão centradas no próprio viajante, fortalecendo a sua relação com o destino.

Experiências.pt é um apelo aos sentidos, indo ao encontro da procura crescente por sensações novas e autênticas.

São 19 episódios, com experiências distintas, destinos e paisagens ricos e variados, em várias regiões de Portugal, incluindo os arquipélagos.

Deixe-se levar nesta aventura, com o canal Casa e Cozinha. Aceite novas sugestões e inspire-se em experiências únicas, para viver num país que continua a ter tanto por explorar. 

 

 

Q&A João Kopke

Experiências.pt. Experimentar, arriscar, desafiar, ir além dos limites, é isso que faz de nós humanos?

Eu não sei se arriscar é o que faz de nós seres humanos em si mesmo. Eu acho que arriscar é um meio para atingir um fim. E o fim, e isso é algo que faz de nós seres humanos, uma das coisas talvez, é a curiosidade. Eu acho que nós somos um bicho, por natureza, curioso, que utiliza essa curiosidade primeiro que tudo para sobreviver, mas sobreviver poder ser uma coisa tão divertida, não é? Se começarmos a ser curiosos porque precisamos de ir buscar uma baga a uma planta qualquer que não sabíamos onde é que ia estar e íamos por aí à procura dela, hoje em dia nós fazemos o mesmo com as experiências que nós vivemos. Acho que elas são movidas pela curiosidade. Este programa tem um bocadinho disso mesmo. Ou seja, ele tem algo quase de solidariedade, de actividade social acho eu, no sentido que ele incute essa curiosidade, que é o motor de todas as coisas boas que nós fazemos. São movidas porque alguém foi curioso, por necessidade ou simplesmente por paixão, por curiosidade em si mesmo, a mover-se a fazer algo. E o Experiências.pt acho que é isso. Acho que é o reflexo de uma actividade intrinsecamente humana porque ele é movido a curiosidade.

 

Andaste de Norte a Sul e ilhas, com experiências tremendas. Pedir para escolheres três é ingrato? 😉

É demasiado ingrato. Não conseguiria… eu conseguiria escolher uma, mas três não! Vou contar uma, que uma chega. Não, vou contar mais. Vou tentar contar três! Há uma que para mim ganha a todas as outras porque foi um watershed moment, quase um momento eureka, em que eu descobri uma ferramenta psicológica nova. No fundo eu estava com a equipa toda, numa gruta na serra de Mira D’Aire, e era uma gruta a dois níveis. Ou seja, havia um primeiro nível, em que tínhamos que entrar por um algar, com um rappel penso que de 17 metros ou algo assim, demasiados metros para não estar de rappel. E logo aí uma parte da equipa ficou presa lá em cima porque disse que não ia descer. E nós quando descemos já era um algar grande, com morcegos, e era um lugar suficientemente impressionante, talvez um bocadinho assustador, mas no sentido de emocionante, para isso ser a experiência em si. Ou seja, descer para um algar com um rappel, de 17 metros de profundidade. Só que isso não era a experiência. A experiência era entrar por um buraquinho com o diâmetro do meu corpo, em que eu cabia com os braços coladinhos ao corpo, durante um túnel mais ou menos de seis metros, completamente escuro, e aí sim eu tive bastante medo e achei que ia desistir. Estava mesmo a sentir-me demasiado claustrofóbico. E o José, que era o espeleólogo que estava connosco, virou-se para mim, que estava entalado nesse túnel, e disse que se eu não tivesse medo, eu era completamente maluco. O objectivo da experiência era ter medo. E no fundo estas experiências olham-se tanto no momento como em retrospectiva. No momento, os sentimentos são de uma adrenalina intensa, extrema, que não acaba. Em retrospectiva é um momento de vencer, vencer isso. Acho que esta experiência chega para contar aquilo de que o Experiências.pt é feito. Pelo menos em parte. Tem muita emoção, tem muita história, tem muita cultura. Esta foi a experiência que mais gostei, mas pedir para seleccionar três é quase ingrato porque todas as outras estão ao mesmo nível e com ângulos tão diferentes.

 

Depois de restrições apertadas que nos deixaram fechados em casa, explorar o ar livre faz agora mais sentido do que nunca?

Foi um momento muito estranho, a Covid. Porque todos nós somos definidos, em parte, por andar por aí. Mas para pessoas como eu que não só trabalham com o ar livre, visto que eu sou surfista, sou produtor de conteúdos, conto histórias, idealizo projectos que são gravados fora, trabalho com marcas que são fora, isso de alguma maneira foi uma questão quase basilar. Porque para além desse trabalho existe também a questão da minha motivação, o facto de adorar este tipo de trabalho. Então dizerem-me que ‘tens que ficar em casa!’ foi esquisito e houve sempre maneiras de sair. E nessas maneiras de sair, e acho que todos começámos a perceber, foi que, por exemplo, não podermos viajar tanto, digo para fora de Portugal, descobrimos novamente o nosso país. E este projecto, o Experiências.pt, ser tão próximo deste momento em que estamos a reencontrar coisas maravilhosas muito mais perto de casa do que aquilo que imaginávamos, acaba por ser um 2 em 1 incrível. As pessoas estão com fome de fazer coisas e ao mesmo tempo estão a descobrir que não precisam de dar a volta ao mundo para fazê-lo. Eu acho que isso é incrível.

 

Portugal conseguiu tirar-te o fôlego com estas experiências todas? Achas que alguém consegue ficar indiferente ao país fantástico que temos?

Eu já gravo em Portugal há mais ou menos sete anos e, portanto, quando me propuseram este programa eu achei que eventualmente podia ser um bocadinho difícil eu voltar a ser surpreendido, voltar a ficar sem fôlego. Mas a verdade é que há sempre níveis de profundidade. Nós podemos andar à superfície e fazer o óbvio, podemos ir aos segredos e podemos ir descendo degraus até encontrarmos coisas novas. Eu gosto de dizer isto: é tão possível ir para o outro lado do mundo e não viajar, não viajar no sentido em que não estamos com os óculos atentos e acabamos por passar ao lado do lugar onde estamos. Como é possível fazer a viagem das nossas vidas a 50 quilómetros de casa porque descobrimos uma pessoa maravilhosa ou um lugar que nunca tínhamos olhado daquela maneira, mesmo que já o tivéssemos visto muitas vezes. Portanto o Experiências.pt foi uma questão de colocar óculos novos, por um lado, redescobrir coisas que já me eram conhecidas, e isso aconteceu. Mas ao mesmo tempo descobrir que, mesmo num nível superficial, ou seja, mesmo com uns óculos que já uso todos os dias, uma perspectiva no fundo que eu já uso todos os dias, ainda há muita coisa por descobrir. Apesar de tanto tempo de gravações e tudo o mais. Então foi uma dupla surpresa. É uma questão de perspectiva e é uma questão de novidade.

 

NOVOS EPISÓDIOS:
EXPERIÊNCIAS.PT
SEXTAS ÀS 21H30

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